quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

New year's resolution 2

Não entrar em discussão com pessoas com pontos de vista diferente dos meus. Isso não vai levar a nada.


Tentar mudar apenas a mim mesma. Ninguém mais. Como se faz isso a final de contas?

Ser uma pessoa melhor.  Como se faz isso a final de contas? 2

Ser uma professora melhor.

Estudar mais.

Cortar os cabelos ao menos uma vez a cada três meses. 

Pensar sobre ter cabelos cacheados.

Comprar um rímel novo.   Ainda não usei ele, mas estou sentindo boas energias.

Encontrar um emprego que não pague uma miséria.  Todos ri.

Fazer alguma atividade física.

Resolver o que fazer com as economias.  Comprei meu primeiro carro!
*Beijo no ombro*

Escrever a meta de leitura do ano.

Vencer a meta de leitura do ano.

Manter a calma e a paciência quando estiver nos engarrafamentos provocados pelos jogos da copa.  Bom, não chegou a copa ainda, mas nos engarramentos de Salvador eu tenho respirado fundo e ficado realmente impressionada comigo mesma ;)

Viajar no carnaval. Programei uma viagem de carro pelas praias mais longes na Bahia. Seria bem ótimo conseguir ir de carro, mas Murphy rege minha sitcom vida e agora há dois carros na garagem e não vou poder usar porque minha habilitação venceu.

Voltar a ser pré pago no celular.  Achei que ser pré pago resolveria minha vida, mas ser controle é ótimo também :)

Aprender a usar o sky drive.

Comprar um laptop.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Há quase um ano, pela primeira vez, ele disse que me amava e eu morri um bocadinho por dentro. Eu não queria amar. Amar é ser vulnerável. E ninguém quer ser vulnerável. Ninguém quer pegar seu próprio coração, colocar no forno e ficar rezando para que a temperatura nunca chegue a 450°. Ninguém, em sã consciência, quer brincar de roleta russa. O que a gente quer é ler um livro em paz enquanto toma água de coco gelada.

Aos poucos eu aprendi sobre ele. Sobre mim. Sobre esse novo 'nós'. E teria mais um parágrafo enorme pra desenvolver sobre isso, mas quer saber? Meu sorriso é texto.

Até que um dia eu disse. Se era amor eu não sei. Diferente de tudo que já senti antes, certeza. Era como se fosse, eu sentia como se fosse, era gostoso como se fosse, era calmo como se fosse, era sensível como se fosse, era lindo como se fosse e mais do que tudo, eu queria que fosse!
E hoje é.



Olha como são as coisas, a pessoa mais solteira o mundo agora tem um namorado. =)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Eu trabalho numa escola bilíngue. Não é permitido falar em português com as crianças ( ou na frente delas) de maneira alguma. Se pediu pra ir ao banheiro? Ah, ok I'll go with you, it's right over there. Se a criança já tem a fala desenvolvida e já fala fluentemente o português, foda-se, você só responde em inglês. Se encontrou a criança no shopping, Hello how are you. Se o pai tá segurando a mãozinha da criança e ele perguntou que horas será a aula amanhã, Starts at seven forty five and finishes at eleven forty five. E assim, vai.

Melhor coisa do mundo é passar o dia com a mini aluna que aparentou ter gostado muito de você e na hora de dar tchau ela virar pra mãe e dizer " ah, mãe, eu gosto daqui, eu só não entendo nada do que a Miss Maeve fala."

<3

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Spoiler de um livro que não lembro o nome

Eu li muito a Agatha Christie quando era adolescente. Tipo, muito. Sherlock Holmes só passou mesmo pelas minhas mãos acho que uma ou duas vezes. Eu nunca vou me esquecer como eu devorava aqueles livros pra poder desvendar os mistérios e saber quem era o assassino. Desvendar, coisa nenhuma, porque ninguém desvenda nada do que se passa na mente daquela mulher.

Me lembro o final de um livro - que não recordo o título - quando tudo já haviam sido revelado. O que faltava era saber o como. A vítima era uma senhorinha. Coisa mais deselegante matar velhinhas, mas enfimEla foi encontrada morta. Simples assim. Não havia sangue, ou furo de bala, ou fechadura forçada, ou sinais de violação de sua integridade, ou marca de facada. Nada. E foi descartada a possibilidade de morte por causas naturais porque os assassinatos eram em série e ela preenchia os requisitos do matador. Mas, então, como?


O Spoiler:

O assassino tomou cuidado de saber o livro que a vítima estava lendo e tratou de colocar veneno na parte inferior direita de cada folha, para que ela morresse aos pouquinhos à cada lambida nos dedos que fazia ao virar as páginas.


Hoje, toda vez que alguém usa os dedos molhados com saliva pra virar uma página, eu instantaneamente penso: vaimorrer.vaimorrer.vaimorrer.vaimorrer.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

No início, meu pai achava que eu estava iludindo o rapaz. Que eu era o coração gelado dos ursinhos carinhosos, o tipo de pessoa que vê uma serenata pela janela e joga água nos envolvidos.

Depois, não contente com minhas não-respostas, passou a perguntar, com certa insistência, quem estava amando mais, como estava meu coração, ou se eu não estava apaixonada àquela altura do campeonato. 

Um dia me cansei e respondi aquilo que ele tanto queria escutar - e olha que era tudo verdade.

Passado isso, não há um só dia em que meu pai não pergunte - todo feliz - como é estar "completamente apaixonada". 


domingo, 5 de janeiro de 2014

Quando ele chegou depois de ter passado o dia quase todo sem me ver, encostou na  porta e gritou, ao invés de meu nome, uma expressão comum a casais apaixonados mas que ninguém nunca havia usado comigo. Minha espinha congelou no mesmo minuto.

Logo mais a noite, já pronta pra dormir com meu pijaminha que tem impresso " Miss always right" na parte de cima, ele me disse outra coisa muito bonita que só em filme eu havia ouvido. E eu prendi a respiração.

Essas reações têm sido constantes por aqui.

=)